Já matei quem muito amava, já fugi, voei, na infância brinquei com o que queria ganhar, cheguei nos pontos a que queria em adulta e também apareci nua na escola, já sorri e já chorei, até iniciação sexual provei em meus sonhos. Em cada um deles, tive a real sensação.
Gosto de “sonhos de ação”, onde sou a protagonista como na vida pessoal, porém com o toque mágico de poder estar como, com quem e onde o inconsciente manda.
Não se distingue o verdadeiro do fantasioso no momento em que as pestanas se unem. Quando despertos, sempre há uma deixa para saber o que leva o subconsciente… Se a experiência não se mostra trágica, resta a sensação de saudosismo.
Tenho tido um sonho recorrente. Aliás, recorrente não é o sonho, mas a presença de quem não posso estalar os dedos para que todo um curso de racionalizações transforme-se e nos una.
Bom disso, é que permanentemente me faz companhia quem já não está ao meu lado… Sinto, cheiro, divirto, brigo e vivencio conjuntamente situações do dia-a-dia numa doce brincadeira. Ao abrir dos olhos, resta a sensação de “que passamos hoje”.

Perfeito.
…E lá vou eu, mais uma vez, entregar o domínio da consciência à almofada.